A respeito da felicidade

04/09/2005

A busca da felicidade é um desejo inato no indivíduo, todos desejam ser felizes. Essa preocupação é tão grande, que se tornou, ironicamente, muitas vezes, motivo de infelicidade e desarmonia.

A sociedade exige que o ser humano seja 100% feliz e, para isso, lhe impele coisas, desejos, necessidades, sensações que, quando conquistadas, proporcionariam pretensa felicidade (falsa). E, se alguém demonstrar momentos de angústias, melancolias ou tristezas, logo é classificado como doente, imputando-lhe a necessidade de tratamento médico-farmacológico (pílulas da felicidade).

A felicidade é, antes de tudo, uma opção de vida: qualquer um pode ser infeliz, é mais fácil, não exige nem coragem, nem esforço.

A verdadeira conquista está na luta para ser feliz.

Alguns presumem que a felicidade é um sentimento resultante das coisas boas que simplesmente acontecem, sob as quais se tem pouco ou nenhum controle. Na verdade, praticamente não há correlação entre as circunstâncias da vida e a felicidade das pessoas. Isso é muito fácil de comprovar: há pessoas que têm uma vida relativamente fácil e são infelizes; outras que, apesar de haverem sofrido muito continuam, de modo geral, felizes.

Para alcançar uma vida mais feliz é necessário tomar algumas atitudes:

1º – Evitar comparar-se aos outros. É comum achar que o outro é mais feliz, sem saber o que se passa no seu íntimo, quais são os seus conflitos. Se realmente ele já é um ser mais feliz, é porque já executou uma caminhada que pode ser trilhada.

2º – Não idealizar uma vida perfeita. A idéia de que a felicidade só chegará após a conquista do emprego, depois do casamento, com a chegada dos filhos, com a estabilidade financeira, etc, é equivocada. Quase nunca essas situações corresponderão ao ideal desejado. Todos possuem imperfeições que devem ser aceitas e respeitadas, não devendo as dificuldades serem obstáculos para a alegria de viver. É importante desfazer-se da imagem de perfeição para si e para os outros.

3º – Não se preocupar tanto com o que falta, mas comemorar o que já se conquistou. Escolher sempre o lado positivo em qualquer situação é uma decisão que, como a felicidade, cabe exclusivamente a cada um.

4º – Sentir gratidão. Todas as pessoas felizes são gratas. Não é a infelicidade que leva à reclamação, mas a reclamação que leva à infelicidade.

5º – Crer na transcendência da vida. A existência tem um sentido maior do que simplesmente sofrer, trabalhar, buscar prazeres e morrer. Nas múltiplas reencarnações do espírito, o único e definitivo objetivo é a felicidade, que será conquistada pela evolução intelecto-moral do indivíduo. As dores e sofrimentos são percalços no caminho, devido ao mau uso do livre-arbítrio, que surgem para corrigir o rumo de uma jornada equivocada.

6º – Para ser feliz não são necessários conhecimentos profundos ou místicos ou ter privilégios com o Criador. Basta seguir os preceitos de Jesus: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, não fazendo, nem desejando aos outros aquilo que não desejaria a si próprio.

Plantando alegrias, colhe-se felicidade. É simples… basta querer!

Luis Roberto Scholl


A construção da felicidade

04/09/2005

Espíritos em evolução, todos buscamos superar as nossas dificuldades. Para isso não medimos esforços, pois, desejamos sempre o melhor para nós. Queremos a melhor roupa, a melhor casa, o melhor emprego, a melhor família, etc. Tudo isso para encontrarmos a “tal felicidade”. Não é errado buscarmos o melhor, apenas precisamos de equilíbrio para buscar o que está ao nosso alcance, aquilo que está de acordo com as nossas capacidades e com o nosso merecimento.

Quando falamos em merecimento logo vem aquela sensação equivocada de castigo; mas o merecimento não vem da vontade Divina, e sim, da nossa vontade, do nosso esforço e da nossa humildade em admitirmos nossos limites. Enquanto não tivermos consciência das nossas limitações, não conseguiremos superá-las, lembrando o conselho “conhece-te a ti mesmo”.

A idéia que possuímos de felicidade é a ausência de preocupações: só assim nos sentimos alegres. Do contrário, nosso mau humor é, ainda, amplamente justificado com uma lista enorme de dificuldades que apresentamos, como se fosse possível justificá-lo. Jesus nos disse “na vida tereis atribulações” e também “ajuda-te que o céu te ajudará”, para que não nos acomodemos diante do sofrimento, pois ninguém está livre dele.

A felicidade existe e está dentro de cada um, só que às vezes não temos “olhos de ver”, porque a procuramos no outro, nos bens materiais e de outras formas equivocadas. Precisamos de conforto material e da convivência fraterna com nosso semelhante, mas precisamos amar a nós mesmos e a tudo que nos foi concedido nesta encarnação. Não devemos procurar a alegria nos grandes feitos, mas abrir os olhos para vê-la nas pequenas coisas.

É importante que valorizemos cada minuto, sem estarmos necessariamente em movimento, pois um minuto de reflexão e de vibrações no bem, vale muito mais do que horas de tarefas executadas sem amor. Auxiliemos sempre o nosso próximo, não esquecendo, no entanto, de nos ajudarmos, seguindo o que disse Jesus: “amai o vosso próximo como a vós mesmos”.

Não esperemos que os outros resolvam os nossos problemas e façam por nós, mas busquemos fazer a nossa parte, pois ela cabe apenas a nós. Temos sempre duas opções: acomodarmos e permanecermos como pedintes ou despertarmos para assumirmos a responsabilidade perante nós mesmos, como espíritos encarnados que aqui estamos para evoluir.

Sejamos merecedores desta oportunidade, não percamos tempo com lamentações, busquemos ser otimistas ativos, construindo nossa felicidade com os tijolos do amor, o cimento da esperança e a pintura da humildade.

Liliane Formenton


Felicidade – Dinâmica da Mochila

04/09/2005

TEMA: Felicidade
OBJETIVO: Ajudar o jovem a refletir sobre o que é realmente importante para sua felicidade
IDADE: 11 a 13 anos
MATERIAL: mochila, bússola, corda, garrafa de água, biscoito, equipamento de escalada, caixa de fósforo, rádio, lanterna, relógio, celular, tesoura, máquina fotográfica, mapa, estojo de 1º socorros, pacote de miojo, anilha.

Obs: A anilha pode ser substituida por qualquer outro objeto pesado. O objetivo é que o aluno sinta que realmente está difícil de carregar a mochila e precisa deixar alguns objetos no caminho.

DINÂMICA:

1º Momento

“Estamos em uma viagem a pé pelo deserto, carregamos esta mochila com diversos objetos importantes para nossa viagem.”

Neste momento todos os objetos são retirados da mochila e apresentados para os alunos. Se possível anote o nome dos objetos em um quadro negro para facilitar a lembrança. Peça a ajuda de um voluntário que será o protagonista da estória.

Solicite que o aluno de 3 voltas pela sala carregando a mochila pesada e peça para que a turma escolha um dos objetos para deixar pelo caminho alegando que a mochila está pesada. Repita o processo até que a mochila fique com apenas 1 objeto.

Deixe claro que a todo momento eles tiveram que fazer escolha para conseguir atingir o objetivo traçado que era completar a viagem.

2º Momento

“Agora vamos pensar nas nossas vidas. Podemos comparar nossa vida com a viagem feita pelo deserto? Qual seria nosso objetivo?”

A Felicidade!

“Quais são os “objetos” que Deus nos deu para que consigamos atingir nosso objetivo?”

Sugestões: a família, os amigos, fé, o trabalho, o estudo, roupas, casa, saúde, brinquedos, comida, video-game, celular, etc…

Misturar bens materiais com espirituais

Se possível listar os novos objetos da viagem da vida.

“O que devemos ir deixando de lado aos poucos para conseguirmos atingir a felicidade”

Conclusão

A felicidade está nas coisas simples da vida que todos nós temos e que são de graça! Precisamos de muito pouco para sermos felizes. Devemos estar sempre atentos ao que realmente é importante para sermos felizes. Na maioria das decisões que tomamos, esquecemos que estamos aqui na caminhada para felicidade. Esquecemos o longo prazo e pensamos só no hoje e agora. Pensar no futuro não é somente pensar na nossa vida daqui a 30 anos, mas sim pensar em todas as existências que teremos ao longo de nossa vida.