Nossos Talentos

29/10/2006

OBJETIVO: valorizar o que temos e o que recebemos, sem nos preocuparmos se o outro tem ou recebeu a mais, sabendo partilhar, não sendo egoístas e com isso, promovendo a união do grupo.

Esta dinâmica pode ser introduzida ou concluída com a Parábola dos Talentos ou a Parábola do Mau Rico.
MATERIAL: cheques em branco, tantos quanto forem os participantes, com valores escritos anteriormente pelo orientador; folha de papel em branco; lápis.

COMO APLICAR: Distribuir um cheque por aluno. Estes cheques deverão estar preenchidos com valores relativamente altos para o nível social da turma, valores diferentes e com grande variação (ex: um de cinquenta mil, outro de mil).

Cada um irá decidir o que fará com o valor recebido, podendo utilizar este valor da maneira que desejarem. Na folha em branco cada um anotará de que forma irão usar o valor recebido.

Ao compararem as diferenças de valores, alguns questionamentos irão surgir:

-porque uns ganharam mais, outros menos?

-quem recebeu muito ficou envaidecido?

-tentaram negociar alguma troca?

-utilizaram o dinheiro só para seu benefício ou partilharam?

-refletiram sobre o que fazer ou foram de impulso às compras?

-valorizaram o que receberam?

-ficaram mais preocupados com o que o outro recebeu e como iria usar a quantia?

-souberam usar bem o tempo ou foi mais importante tomar conta do trabalho do outro?

baseado em dinâmica de Giovanna Leal Borges


Pagar Mico x Tirar Onda

22/10/2006

OBJETIVO: Levar os alunos à reflexão sobre a nossa preocupação com o que o outro acha de nós e na necessidade de nos sentirmos superiores, aparentando ser e ter o que não somos e não temos.
IDADE:
11 a 13 anos
MATERIAL: pilot para quadro branco (ou giz)
OBS: Esta é uma aula totalmente expositiva, não existe dinâmica e requer a participação dos alunos. Não foi difícil fazer com que eles participassem porque trata de assuntos interessantes para eles.
DESENVOLVIMENTO:

Dividir o quadro branco (ou quadro negro) em duas partes. Colocar no lado esquerdo: Pagar Mico. Observe a reação deles após escrever. Depois pergunte: O que é Pagar Mico? Escreva abaixo as duas melhores definições dadas pelos alunos. Ex:

1) Fazer besteira na frente de todo mundo
2) Passar vergonha em público

Depois pergunte: Qual foi a última vez que você pagou mico? Qual foi a última vez que eu (você professor) paguei mico?

Desenvolva a idéia e liste no quadro conforme eles forem falando. Irão surgir fatos como:

  • Ter uma espinha no meio do nariz (foi o meu caso!)
  • Cair no meio da rua
  • Roupa rasgada ou com chiclete grudado
  • Mãe ir buscar na escola ou pegar ônibus escolar
  • Homem sentar com perna cruzada
  • “Geral” rir de você
  • Falar besteira na sala de aula
  • Ser chamado para desenvolver um “dever” no quadro
  • Contar sua estória na frente da turma

Incentive cada um falar sobre uma vez que pagou mico.

Em seguida escreva do lado direito do quadro: Tirar Onda. E pergunte: O que é Tirar Onda? Escreva mais uma vez duas definições. Ex:

1) Ficar se mostrando para os outros
2) Esbanjar o que tem

Desenvolva a idéia e liste no quadro conforme eles forem falando. Irão surgir fatos como:

  • Mostrar para todos uma nota boa
  • Falar pra família que é representante de turma
  • Usar roupa “de marca”
  • Falar com o V3 (marca de celular) no meio da rua
  • Andar cheio de “parafernalhas” pelo corpo (2 celulares, óculos escuros, mp3 player)

Depois de tudo listado, voltar a falar sobre as “pagações de mico”. Pergunte uma a uma porque aquilo é pagar mico. Se nós não ligarmos sobre o que os outros vão pensar tem algum problema isso acontecer? Todo mundo já não caiu no chão ou não teve uma espinha na cara, tudo isso é normal!

As pessoas que passam por todas essas situações sem problemas, sem vergonha e sem se preocupar com o que os outros estão achando, são as que estarão “tirando onda”. É muito bom se conseguirmos isso, passar por situções difíceis sem nos constranger.

Outro exemplo: Vale a pena mudar de roupa quando estiver se arrumando, pela preocupação de “Ihh, acho que já usei essa roupa antes com esse pessoal”? O que os outros tem haver com a roupa que usamos?

Aos poucos eles irão percebendo como cada coisa listada no lado de pagar mico é normal, e que passar por elas sem problemas é muitas vezes um ato de coragem.

E sobre tirar onda, será que na verdade as pessoas que fazem essas coisas não estão pagando mico? Ter uma roupa “de marca” por si só não é problema. O importante é identificar o que motivou a compra daquela roupa. Você quer a roupa “de marca” por que ela é boa, você tem plena condição de comprar e vai ser útil para você ou por que a galera vai te achar bacana? O mesmo vale para o Nike Shocks ou para o celular V3.

No final das contas é legal que os alunos percebam a inversão de valores e que se conscientizem de que não vale a pena ficar “zoando” o outro por uma “pagação de mico” e que mais cedo ou mais tarde pode ser você que estará no lugar do outro. Além disso é bom deixar a idéia que tirar onda não é saudável e que a motivação são sentimentos ruins que nos fazem querer ser melhor que os outros.


Eu sou assim …

18/10/2006

OBJETIVO: a partir da visão da criança sobre si mesma, apresentar os conceitos da Doutrina dos Espíritos que esclarecem sobre a relação corpo/espírito e a forma mais consciente e proveitosa que esse conhecimento proporciona ao seu crescimento.

MATERIAL: uma cartolina para cada dupla de alunos; um espelho, o maior que você puder levar.

COMO APLICAR: separar o grupo em duplas. Cada dupla estará simulando uma conversa no computador, como se estivesse numa sala de bate-papo. Explique ao grupo, ou convide um aluno que conheça, como funciona uma sala de bate-papo. Se o grupo não tem acesso a computador, faça a dinâmica como uma conversa ao telefone.

Um internauta irá descrever suas características para o outro.

Importante: o(a) aluno(a) não deve saber quem será sua dupla e para isso é necessário colocar uma carteira de frente para a outra com a cartolina no meio. Para que a cartolina não caia, faça as dobras conforme o esquema: _/\_. Se você tiver tempo, desenhe uma tela ou cole um retângulo na cartolina simulando o monitor.

A dinâmica é dirigida de acordo com o resultado do bate-papo, mas você pode ajudar o grupo com algumas perguntas:

-como você se apresenta para uma pessoa que não está te vendo e despertou seu interesse?

-você acredita que os outros com que você se relaciona (dentro ou fora da internet) são sempre como dizem que são (características físicas ou não) ?
-você sempre diz o que pensa, sente e quer quando está num grupo?

-as pessoas com quem você se relaciona sabem exatamente com você é? (sua professora, sua irmã, o colega da escola)
-você se apresenta de diferentes formas de acordo com quem você irá lidar ?

-por que as pessoas gostam de criar um personagem para se apresentarem ao outro?

Refletir e responder a estas questões conduzirão naturalmente ao estudo da relação de nosso corpo e suas características específicas e sua relação com nosso espírito. Iremos guiar a discussão através da Doutrina, fornecendo elementos para dar-lhes a certeza de que cada um de nós é essencialmente um espírito que circunstancialmente se utiliza de um corpo material como instrumento para exercício das faculdades de pensar, sentir e querer.

Para complementar, você pode levar uma foto ou um desenho de crianças de diferentes raças. Ou ainda, a foto de uma família onde uns filhos herdam as características da mãe e outros herdam as características do pai.

Na conclusão, escolher algumas crianças que irão responder ao grupo se olhando no espelho:

-você gosta de se olhar no espelho? o que você está vendo?
-você é capaz de se descrever como você se vê? (características físicas ou não)

-como as suas características influenciam sua maneira de agir e pensar?

-se o espelho mostrasse os seus pensamentos, o que iríamos ver ?

Formule mais perguntas explorando o que você conhece do seu grupo de alunos.


Aprendendo com os próprios erros

01/10/2006

(aula baseada nas observações da educadora Neide Nogueira para o livro “Não fui eu !” de Brian Moses e Mike Gordon)

OBJETIVO: levar o grupo a uma reflexão sobre o próprio comportamento para que eles possam escolher como querem agir, demonstrando que pequenos vícios devem ser combatidos, pois eles podem ter uma consequência maior ou menor dependendo da situação ou do motivo.

MATERIAL: papel e lápis

COMO APLICAR: Conversar com o grupo sobre suas experiências com pequenas mentiras, aquelas que são contadas por brincadeira, para divertir ou mesmo as que são criações da imaginação. Mentiras que foram crescendo e criando problemas. Por exemplo, quando dizemos que escovamos os dentes regularmente e estamos com a boca cariada; quando mandamos dizer, ao telefone, que não estamos, e era um recado importante; quando contamos vantagem e nem sabemos do que estamos falando. Levar reportagem sobre uma notícia que foi desmentida logo depois. Contar uma fábula ou uma lenda. Levar uma situação em que é preciso ter coragem para contar a verdade.
Deixe que o grupo expresse sua opinião sobre a verdade e a mentira.

Mostrar ao grupo que são diferentes maneiras de se abordar o mesmo assunto.
DINÂMICA :Contar para o grupo a seguinte história:

” Eu menti para minha mãe. Ela acreditou em mim, foi a casa de meu amigo e contou para a mãe dele. Como a mãe do meu amigo ficou muito preocupada, ela foi a escola falar com a professora. Pensando que era verdade, ela repetiu a mesma mentira para a diretora. E agora eu estou aqui esperando, enquanto ela telefona para a minha mãe para dizer a ela a minha mentira outra vez…”


Distribuir o papel e o lápis e pedir que eles imaginem que mentira foi essa.

Inverta a situação com o grupo fazendo com que eles sejam “enganados”. Pergunte como se sentiram, que sentimentos vieram a tona.