Eu me chamo …

13/06/2007

OBJETIVO: auto-conhecimento, tornar os membros do grupo conhecidos a partir de um aspecto importante de sua personalidade e refletir sobre o processo de escolha e analisar os sentimentos nele envolvidos.

MATERIAL: Crachás de cartolina, fita crepe ou cordão, lápis ou canetas hidrocor.


COMO APLICAR: Cada criança irá pensar e refletir sobre alguns aspectos de sua personalidade. Promover uma breve discussão com o grupo. Cada um vai escolher um novo nome de acordo com suas características e gostos pessoais. Não é apelido, é demonstrar uma forte característica, como os nomes indígenas, por exemplo, “pássaro livre”, “flecha raivosa”, ” touro bravo”. Escreva o novo nome na cartolina e fixe com a fita na roupa. Em seguida, um por um explicará para todos o porquê do novo nome.

Pontos para discussão:

– o que significa essa escolha usando um novo referencial

– o que os integrantes do grupo sentiram ao fazerem as escolhas e ao serem chamados pelos novos nomes

– se as escolhas em geral foram nomes com características positivas ou negativas

– se os nomes escolhidos correspondem ao que o grupo conhece da pessoa

– as dificuldades que tiveram.


Nosso Crachá

01/06/2007

OBJETIVO: fortalecer os laços de amizade, perceber as características do outro, receber e aceitar críticas

MATERIAL: uma lista com o nome de cada aluno, cartões simples, como crachás, previamente feitos, com espaço reservado para escrever ao final da aula um nome e uma característica do aluno. Você pode enfeitar cada cartão com um adesivo, um desenho ou colar com durex um pirulito ou uma bala. Cada cartão terá escrito uma mensagem, que poderá ser: ” Parabéns, ———-! Você é reconhecido por ————-“

COMO APLICAR: Prepare a lista com o nome dos alunos listados com uma chamada, e, lado a lado, escreva qualidades como amigo, honesto, amoroso, cuidadoso, sincero. A lista passará por toda a turma, onde cada um irá colocar um X na característica predominante do colega. Se voce tem uma turma grande, leve mais de uma lista. Exemplo:
amigo honesto amoroso cuidadoso sincero

João XXXX X XXX X
Carla XX XX XXXXXX

Recolha a lista e escreva os cartões individuais, colocando o nome e a qualidade que mais tiver X na lista avaliada pelo grupo. No caso acima, João receberá um crachá: ” Parabéns, João! Você é reconhecido por ser um bom amigo.”

Se você preferir, cada um poderá enfeitar o crachá depois de recebido.

Converse com o grupo sobre como cada um recebeu seu crachá e se reconhecem aquela qualidade como predominante.


Eu fiz para Você …

01/06/2007

OBJETIVO: fazemos o que está ao nosso alcance para valorizarmos e mostrarmos o quanto é importante o nosso colega?

MATERIAL: lápis colorido ou canetas, retângulos de papel, cartolinas ou papel ofício recortados em formato de camiseta ou bandeira

COMO APLICAR: escreva o nome de cada aluno nos retângulos de papel e distribua pelo grupo. Verificar se alguém tirou o próprio nome e trocar. Pedi que todos mantenham segredo sobre o nome sorteado. Explicar ao grupo que a missão de cada um é fazer uma camisa ou bandeira para oferecer ao colega cujo nome está com você. Cada um poderá criar um slogan, um desenho, uma palavra que reflita o que o colega representa.

Este é um exercício de amor ao próximo através de nossas atitudes e do cuidado com o outro. Após a entrega da camisa simbólica, observar:

– como foi feito a tarefa? com capricho ou com má vontade?

– você vestiria a camisa que você ofereceu?

– a que você recebeu combina com você?

– a mensagem ou slogan é positivo?

– como as camisas foram recebidas?

– percebemos o carinho e a valorização feita por quem nos tirou?

– representamos mais valores positivos ou negativos?

– você se sentiu a vontade da forma como foi representado?


Varal de Sentimentos

01/06/2007

OBJETIVO: conhecer melhor os sentimentos e como lidamos com eles, como nos relacionamos conosco, com nossa família ou com outras pessoas.

MATERIAL: barbante, papeis recortados, lápis, clips ou pregadores de roupas

COMO APLICAR: pendure o barbante ao longo da sala como um varal para secar roupas. Faça diferentes formatos de recorte no papel, como por exemplo, nuvem, raio, sol, estrela, gota, coração, lâmpada, balão. Faça quantidades suficiente para que todos recebam pelo menos um papel e que haja repetição de formas. Se sua turma for muito grande você pode dividi-la em grupos menores que trabalharão em cima de um formato escolhido em consenso. Explique a turma que iremos conversar sobre sentimentos e as sensações que eles nos causam. Deixe cada um escolher o formato de recorte relacionado ao sentimento que irá descrever ou que possui como característica marcante. Por exemplo, o recorte em forma de raio se relaciona a raiva, cólera, impaciência. O recorte em forma de nuvem pode ser relacionado a paz, a calma, a mansietude. Você pode facilitar listando no quadro o nome de sentimentos. Peça que cada um escreva de um lado do papel o nome do sentimento, e do outro lado do papel, uma situação que ele tenha vivido em relação a este sentimento, pela facilidade ou pela dificuldade de lidar com ele. Não é necessário identificar quem escreveu. Vá pendurando os papéis a medida que forem acabando de escrever. Quando todos tiverem colocados seus sentimentos no varal, chame alguém do grupo e peça para escolher um dos recortes, virar o papel e ler para o grupo o que está relatado. Pendurando o outro lado escrito no varal, ele irá falar, acrescentar informação, discutir ou dar solução ao que foi escrito no recorte. A discussão é aberta para todos. Chame outra criança para falar sobre outro sentimento e assim, vá chamando e conversando até que todos os recortes tenham sido virados no varal.


Anjo da Guarda

04/05/2007

OBJETIVO: mostrar ao grupo que estamos sempre acompanhados de Benfeitores Espirituais, de Protetores e Guias, bem como de nossos Espíritos Familiares. Explique ao grupo quem são e porque eles cuidam de nós.

MATERIAL: retângulos de papel e lápis, uma caixa ou sacola para colocar os papéis para sorteio.
COMO APLICAR: Escreva o nome de cada aluno no papel e dobre, colocando-os na caixa. Toda a turma irá retirar um nome da caixa, como um amigo secreto, sendo que ninguém deve retirar seu próprio nome. Cada aluno irá ser o Anjo daquele que sorteou e, dessa forma, também terá seu Anjo, pois seu nome será retirado por um colega. Se a sua turma for grande, você pode formar famílias de dois ou três componentes, ou seja, um Anjo estará protegendo um grupo. Estabeleça uma série de tarefas em que cada Anjo irá aconselhar, intuir, ajudar ou interferir. As tarefas devem variar de simples, em que se precisa de pouca ou nenhuma ajuda, a tarefas mais complexas, onde a ajuda e os conselhos são necessários.
Exemplo:

– mudar de bairro

– interromper os estudos

– irmãos com dificuldade de relacionamento

– pais ausentes

– saber do roubo de uma prova na escola

– mentir por alguém

– espalhar algo que lhe foi confidenciado

– receber um troco errado

– falta de respeito as pessoas

– maltratar bichos
– cuidar da natureza

– desperdício de comida

– palavrões e brigas

– não adquirir vícios

Ao final, conversar com a turma sobre como foram dados os conselhos, que atitudes foram seguidas, que atitudes foram repensadas, se prestamos atenção aos conselhos, se o conselho ou ajuda teve papel preponderante, o que isto acrescentou no meu modo de viver.


A fábrica de sapatos

20/04/2007

O dono de uma famosa fábrica de sapatos colocou um anúncio no jornal para contratar um vendedor.
Apareceram vários candidatos para uma única vaga. Na seleção final, restaram dois candidatos.
Então, o dono da fábrica resolveu fazer um teste para decidir quem ficaria na vaga.
Chamou o primeiro rapaz e mandou- o a uma cidade vender sapatos.
Depois de uma semana, ele voltou, desanimado, dizendo: – O senhor me mandou para o lugar errado, pois lá ninguém tem o hábito de usar sapatos, todos andam descalços. Por isso, não pude vender nem um sapato”.
Então, o dono da fábrica mandou o segundo rapaz para a mesma cidade que voltou, dois dias depois, muito feliz, dizendo: – O lugar é maravilhoso, o senhor acertou. Chegando lá, percebi que todos andavam descalços e fui mostrando a um por um como é bom e confortável usar sapatos. Já vendi todo o estoque que levei e voltei para buscar mais.


Os dois videntes

20/04/2007

Pressentindo que seu país em breve mergulharia numa guerra civil, o sultão chamou um dos seus melhores videntes e perguntou-lhe quanto tempo ainda lhe restava viver.
– Meu adorado mestre, o senhor viverá o bastante para ver os seus filhos mortos.
Num acesso de fúria, o sultão mandou imediatamente enforcar aquele que proferira palavras tão aterradoras.
Então, a guerra civil era realmente uma ameaça! Desesperado, chamou um segundo vidente.
– Quanto tempo viverei? – perguntou, procurando saber se ainda seria capaz de controlar uma situação potencialmente explosiva.
– Senhor, Deus lhe concedeu uma vida tão longa, que ultrapassará a geração de seus filhos e chegará à geração dos seus netos.
Agradecido, o sultão mandou recompensá-lo com ouro e prata.
Ao sair do palácio, um conselheiro comentou com o vidente:
– Você disse a mesma coisa que o adivinho anterior. Entretanto, o primeiro foi executado e você recebeu recompensas. Por que?
– Porque o segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz. Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não se esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel.


Gostaria que você fosse um lápis

20/04/2007

O menino, olhando sua avó escrevendo uma carta, perguntou:
– Vovó, você está escrevendo uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu e comentou com o neto:
– Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse ele, quando crescesse.
O menino olhou o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
– Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
– Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se
você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia os seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
Segunda qualidade: de vem em quando eu preciso parar o que estou escrevendo e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo o que você fizer na vida irá deixar traços. Portanto, procure ser consciente de cada ação.


A Reforma

16/04/2007

OBJETIVO: todos sabemos que o caminho para a melhora é a reforma íntima e a Doutrina dos Espíritos, tirando nossas dúvidas, convidando-nos ao conhecimento de nós mesmos, nos mostra os caminhos que devemos seguir.

MATERIAL: a planta baixa de arquitetura de uma casa e seus cômodos. Se você preferir, leve uma casa desenhada e escreva o nome dos cômodos lado a lado, no quadro. Ou então, leve fotos , retiradas de revistas, dos ambientes que serão trabalhados.

COMO APLICAR: Apresenta-se ao grupo a planta básica de uma casa : garagem, varanda, sala, 2 quartos, cozinha, banheiro, área de serviço e jardim. A idéia é promover uma grande reforma na “casa” íntima de cada um, a partir dos questionamentos levantados e descobertas do que se deve mexer. Sugere-se as mudanças a serem realizadas de acordo com o cômodo:

GARAGEM – definir se o que estamos deixando entrar e sair em nossa vivência cotidiana está em conformidade com o mque acreditamos e queremos para nós e seguem os ensinamentos do Mestre e sua Doutrina;

VARANDA – É o espaço que antecede a entrada em nosso espaço íntimo; o que se deve fazer para manter o que não é desejável do lado de fora;

SALA – É o primeiro espaço interno; é onde aqueles que não são muito íntimos ficam, mas onde devem ser bem recebidos e aconchegados;

QUARTO 1 – O quarto do pensamento: como anda a arrumação de nossas idéias?

QUARTO 2 – O quarto do coração: como anda a arrumação de nossos sentimentos?

COZINHA – É o local mais aconchegante da casa, a fábrica das nossas idéias e sonhos, tem que estar bem aparelhada para que produza com qualidade;

BANHEIRO – É o local onde despachamos as coisas que não nos fazem bem, que não queremos mais conosco.

ÁREA de SERVIÇO – Estamos utilizando a nossa capacidade de servir? Como? Pode melhorar?

JARDIM – o que estamos fazendo pelo nosso planeta? como nossas ações individuais e coletivas interferem? o que deve e pode ser mudado?

Você pode fazer o exercício em grupo ou individual. Cada um vai sugerindo como alterar a sua planta ou a do grupo. O importante é que tenhamos consciência do que podemos e do que queremos mudar.


Realidade ou Fantasia

03/04/2007

OBJETIVO: sabemos discernir o certo do errado, a realidade da ficção? ou estamos tão envolvidos na história da novela, no programa de tv, que nem percebo mais o quanto estou sendo influenciado?
MATERIAL: quadro-negro e giz ou retângulos de papel
COMO APLICAR: escrever no quadro ou no retângulo de papel, colocando lado a lado, cinco nomes de programas de tv (exemplo: BigBrother, Faustão), novelas do momento, filme ou desenho animado que o grupo gosta de assistir ou está na moda. Os alunos irão agrupar-se por nome escolhido (grupo do BigBrother, grupo da novela, etc). Deixar que eles conversem entre si, descobrindo o porquê da escolha de determinado tema. Pedir que cada grupo tenha um representante que irá expor aos demais o que foi conversado. Refletir:

– em que se basearam as escolhas

– se foram avaliados pontos positivos e negativos

– se o que é apresentado pode ser comparado com nossa realidade

– se os valores estão invertidos

– se a pressão da mídia influencia

– se são programas essenciais para a formação do indivíduo

– o que poderia estar fazendo naquele momento se não existisse tal programa

– quanto tempo este programa ocupa em minha vida

– se tenho maturidade para entender o que estão me mostrando