Estrada da Vida

24/08/2007

OBJETIVO: conversar sobre a necessidade de transformação interior, aprofundar conceitos de reforma íntima, construir valores novos, revisar nossos comportamentos, argumentar sobre os objetivos da reencarnação e a oportunidade de estarmos encarnados, usando nosso corpo físico e nosso livre-arbítrio.

MATERIAL e COMO APLICAR: você poderá trabalhar com pouco material (placas de trânsito) e conversar mais tempo ou você poderá usar vários recursos materiais (papel cartão, cartolinas coloridas, carrinhos, palito de sorvete, areia, barbante) e até mais de uma aula para fechar o tema. Trabalhe de acordo com sua faixa etária e com as possibilidades que você conhece do seu grupo.

Converse com o grupo sobre o que é uma estrada ou sobre o que são as ruas de uma cidade, para que servem, as possibilidades que elas nos oferecem de idas e vindas, de ligação com outros pontos, de estabilidade, de segurança, de encontros, de possibilidades.

Faça sempre uma relação com o tema estudado.

Coloque cada aluno como um operário que irá realizar esta grande obra, onde o trabalho individual será somado e transformado em resultado para o grupo. Lembre ao grupo do que é composto uma estrada ou ruas de uma cidade: sinalização, ruas sem saída, trechos de mão única e outros de mão dupla; pontes, túneis, lombadas; curvas e retas; buracos e trechos em obras; fiscalização, limites de velocidade de acordo com o trecho; postos de abastecimento, lojas e moradias; dias ensolarados, de chuva ou de neblina.

Depois que a obra foi realizada, temos uma estrada a percorrer e seremos os motoristas. E, se estamos distraídos, corremos o risco de nos desviar, de nos perder, de bater de frente ou bater no outro ou ser atingido; mas também aumentamos nossas possibilidades de chegada se somos responsáveis, se sigo as coordenadas, pego os atalhos corretos e presto atenção aos obstáculos.

O percurso é longo e pode durar o tempo de nossas vidas.

No final, vale a pena aprender a dirigir nosso próprio carro e chegarmos no endereço certo.


Nosso Pai

08/08/2007

OBJETIVO: conhecer Deus, compreender melhor suas Leis, reconhecer-nos como seus filhos, estabelecer uma identidade com Ele.

MATERIAL: nenhum ou você pode escrever a oração no quadro ou distribuir em folha para seus alunos acompanharem

COMO APLICAR: fazer a leitura da frase em destaque da oração e conversar com o grupo sucessivamente.

PAI NOSSO: Jesus nos apresentou o Pai, não o Criador, nem o Rei, nem Deus, mas o Pai de cada um de nós e de todas as criaturas. É um apelo que nos recorda nossa filiação divina, nossa verdadeira paternidade. Jesus demonstra a nítida consciência da relação íntima com o Deus, da identidade por ele vivida – “Eu e o Pai somos um”. Nós ainda somos os seus filhos em evolução, em crescimento.

QUE ESTAIS NO CÉU: se nossos valores são essencialmente representados pelos bens da Terra, o céu se torna uma abstração, inatingível e longínquo. Somos habitantes deste mesmo céu, a cada retorno nosso ‘a pátria espiritual, nosso lar.

SANTIFICADO SEJA O TEU NOME: para honrar nossa filiação divina. Tudo que possamos compreender sobre Deus, tudo que possamos alcançar sobre Deus, está no entendimento de suas Leis. Aquilo que chamamos de justiça, bondade, castigo, recompensa nada mais é do que a aplicação de suas Leis, agindo a favor do equilíbrio de sua Criação, nos mínimos detalhes. Santificar é o roteiro para a felicidade, ajustando nosso comportamento ‘a perfeição das Leis que regem o Universo. Somos invadidos pela Divindade, tanto que dela nos sustentamos, nela vivemos, respiramos e existimos

VENHA O TEU REINO: é o pedido de ajuda para que edifiquemos no mundo íntimo o Reino dos Céus. Se a vida se apresenta sedutora, com seus supérfluos e futilidades, dificilmente realizaremos nossa reforma íntima e alcançaremos este Reino. Sem reforma íntima, o homem está distanciado de Deus, pois não ama adequadamente a si mesmo e a seu próximo, permanece cheio de vícios e erros, fracassa nas provas a que se dispôs nesta encarnação, dilatando seu processo de melhoria.

SEJA FEITA A TUA VONTADE: se meus caprichos e desejos devem ser atendidos primeiramente, pouca força temos para acionar nossa vontade. A submissão ao que vem de Deus, é o reflexo de humildade no reconhecimento de que necessitamos de ajuda e na crença de que tudo que vem de Deus é o melhor para nós. É a confiança em Deus que nos estimula ao progresso, onde Deus oferece o campo de luta e as possibilidades de vencer.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE: o pão é o simbolismo da palavra que alimenta, que sacia, bem como o pão propriamente dito, que nutre. É o exercicio de nossas habilidades, onde usamos de nosso livre-arbítrio na aplicação de nossas potencialidades.

PREDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO: é a importância da atitude perante o próximo. Se não me importo de caluniar, mentir, injustiçar, dar apelidos, não posso esperar bons relacionamentos. É a ação e reação das palavras e dos sentimentos que nelas impregnamos. Devemos deixar de ser juízes de nossos semelhantes, sem censuras ou acusações, respeitando os direitos dos outros e criando o ambiente para que o bem aja e se fortaleça.
NÃO NOS DEIXEI CAIR EM TENTAÇÃO: é a porta larga, das facilidades, das superficialidades, ou a porta estreita da dedicação, abnegação, do abrir mão de meu tempo ou de minhas coisas em favor de um bem maior. Ao passarmos pela entrada da porta estreita, um vasto horizonte aparece para nós.

LIVRAI-NOS DO MAL: se santifico seu nome, se perdôo ao próximo, se não caio mais em tentação, estamos livres de todo o mal.

ORAÇÃO DE DEUS PARA NÓS
Meu filho que estais na Terra
Conheço perfeitamente seu nome
e o pronuncio santificando-o
porque te amo
Não, não estais sós,
mas habitado por mim
e juntos construiremos este Reino
do qual tu vai ser o herdeiro
Gosto de que faças a minha vontade
pois a minha vontade é de que sejas feliz
Conta sempre comigo
e terás o pão para hoje, não te preocupes,
só te peço que saibas compartilhá-lo com teus irmãos
Sabes que perdôo todas as suas ofensas
antes mesmo que a cometas
por isso te peço que faças o mesmo com os que a ti te ofendem
Para que nunca caia em tentação,
toma forte minha mão
e eu te sustentarei
porque te amo desde sempre.
Teu Pai

A,B,C

03/08/2007

OBJETIVO: reforçar conceitos, refletir sobre solidariedade e cooperação, valorizar o conjunto da Criação

MATERIAL: cartolina, tesoura, cola branca, canetas hidrocor ou lápis colorido, cola ou glitter coloridos, recortes pequeninos de revistas, papel crepom colorido.

COMO APLICAR: cada um desenhará, em tamanho grande, a primeira letra do seu nome numa cartolina de modo que possa ser recortada. Esta letra será colorida e enfeitada com o material disponível. A medida que forem terminando, peça para que coloquem as letras de modo que fiquem expostas para toda a turma. Quando todos tiverem colocado as letras, observe com o grupo a dedicação para a tarefa, os resultados obtidos, a diversidade de formas.

Demonstre ao grupo que as letras sózinhas possuem um significado e ao se juntarem ganham outro. Fale sobre cooperação, integração, individualismo, egoísmo. Peça ao grupo que forme palavras variadas utilizando as letras disponíveis e que tenham relação com o tema. Veja se conseguem formar frases. Leve histórias reais para enriquecer o tema. Converse com o grupo sobre o significado das palavras e frases construídas.



Filhos de um mesmo Pai

03/08/2007

OBJETIVO: refletir sobre a diversidade entre os filhos da Criação, a solidariedade entre os seres, a Lei de Sociedade e os objetivos da reencarnação.

MATERIAL: figuras geométricas recortadas em papel (círculos, triângulos, quadrados, retângulos, estrelas, corações).

COMO APLICAR: certifique-se de que há figuras em número suficiente aos integrantes do grupo. Leve figuras extras para completar a atividade. As figuras podem ter tamanhos variados para enriquecer a construção, ou seja, todos os círculos não precisam ter o mesmo diâmetro, os retângulos não precisam ter as mesmas medidas. Coloque as figuras geométricas no chão e peça que cada aluno escolha a sua figura. Separe em grupos aqueles que possuem figuras geométricas idênticas e peça que compartilhem o motivo de sua escolha, percebendo se há um significado para a figura (redondo pela suavidade, triângulo pelo equilíbrio). Peça a eles que para dar um nome ao grupo que represente este significado. Solicitar que façam uma construção com todas as figuras geométricas. Deixar o grupo construir por alguns minutos. Depois deste período, conversar sobre as dificuldades que surgiram, se houve participação e cooperação e se todos estão satisfeitos com o que foi construído.

De uma maneira geral, as figuras serão de pouca criatividade, pouca variação e sem forma definida (círculo de bolas, estrelas amontoadas, triângulos enfileirados)

Peça agora que todos se reúnam e misturem as figuras geométricas e montem outras formas. Com as diferentes figuras reunidas, será possível montar uma variedade maior de formas, criar histórias, montar cenários. Estabeleça temas e peça que eles construam: uma família; uma cidade; uma rua com pessoas; etc.

Pergunte novamente se estão satisfeitos com o novo resultado obtido na construção.


Simples e Ignorantes

13/07/2007

OBJETIVO: fundamentar uma conversa sobre a criação dos seres, as influências do mundo, nossa formação e crescimento.

MATERIAL: papel e lápis coloridos.

COMO APLICAR: cada um recebe uma folha e lápis. Peça que cada um escreva seu próprio nome e faça um desenho que represente a si mesmo. Você também pode ajudar levando partes do corpo desenhado ou recortado de revistas. Dessa forma, aqueles que alegarem dificuldade ou os preguiçosos e os tímidos, vão se sentir mais incentivados. Após um tempo, passar o desenho ao colega do lado e pedir que acrescente uma coisa ao desenho que ele veja no dono do desenho. Passar novamente o desenho, repetindo o processo umas duas ou três vezes. Devolver o desenho ao dono. Lembrar às crianças que o desenho representa uma pessoa, o seu colega de aula, e, por isso, eles devem evitar desenhar chifres, rabos e outras adições grosseiras aos desenhos uns dos outros. Observar o que foi acrescentado. Conversar sobre Deus e a Criação. Você pode ler com o grupo o Livro dos Espíritos para orientação e busca de questões.


Uma Carta para Mim

11/07/2007

OBJETIVO: levantamento de expectativas, percepção de si, auto-conhecimento, reflexão, auto-motivação.

MATERIAL: envelope, papel e caneta.

COMO APLICAR: individualmente, cada um escreve uma carta a si próprio, como se estivesse escrevendo a seu (sua) melhor amigo (a).

Dentre os assuntos, ajude o grupo a abordar: como se sente no momento, o que espera da aula de evangelização, como ela pode ajudar ou não na sua vida, quais suas expectativas com o grupo, como espera estar ao término do ano, como pode dividir ou aplicar aquilo que aprende na aula, que mudanças já notou em si, que coisas novas aprendeu, se alguma coisa surpreendeu, se algo decepcionou.

Peça que guardem a carta no envelope e coloquem o destinatário. Recolha os envelopes com as cartas, e deixe em algum lugar visível a todos, para que ao chegarem na sala a cada nova aula, cada um vai sempre lembrar o que escreveu. Procure um local que não atrapalhe ‘ a futuras aulas. Estipule um prazo com o grupo para que as cartas sejam abertas e lidas para ser feito uma avaliação sobre as expectativas e concretização do que foi escrito.


Os Candidatos

01/07/2007

OBJETIVO: descobrir e promover o valor das pessoas que convivem conosco, conhecer as necessidades de um determinado grupo, buscar e propor soluções.
MATERIAL: papel e lápis

COMO APLICAR: Divida a turma em pequenos grupos. Cada grupo irá escolher um candidato para determinada função. Por exemplo, um grupo de estudo; líder de uma greve estudantil; gerente de uma campanha para arrecadação de alimentos; organizador de mutirão para construção de uma casa; organizador de uma gincana; de um aniversário-surpresa; ser presidente da Associação de Moradores; ser dirigente de um clube esportivo; ser representante de turma; ser representante dos professores; ser juiz em um julgamento. O grupo, em consenso com os demais, enumera no papel as virtudes que vê naquela pessoa indicada para o cargo e como se deveria fazer a propaganda de sua candidatura. Em seguida, prepara-se a campanha eleitoral com discursos, slogan e metas a serem alcançadas de acordo com o cargo pretendido. Cada grupo apresenta sua campanha, explicando também a função de cada cargo.

Conversar, ao final, com o grupo:

– como foram feitas as escolhas do líder

– que critérios foram usados

– se houve consenso ou discussão

– como o candidato se sentiu

– como foi elaborada a campanha

– se houve preocupação com o bem estar dos outros

– que mudanças foram propostas

– como é elaborar uma campanha em prol dos outros